A situação da seca no em São
Rafael/RN agravou-se significativamente neste ano de 2025 e início de 2026,
resultando na morte de animais, principalmente bovinos, por falta de água e
fome.
Estive neste sábado no Mazagão, e
pude ver a situação dos animais, além de ouvir relatos de criadores, que assistem o gado morrer, sem nada poder fazer.
“Em meio à caatinga, os animais
estão caindo e, sem forças para se levantar, acabam morrendo”, disse um criador
da comunidade. Ele afirmou que já perdeu, cerca de 50 a 70 animais, entre vacas
e novilhos. “O número pode até ser maior, porque muitos animais saem, e não
voltam. Não sabemos se morreram ou se estão agonizando em algum lugar. As
carcaças estão espalhadas, em vários trechos da fazenda”, disse ele.
Embaixo de algarobas, onde resta
alguma sombra, o gado tenta escapar. Mas a magreza e falta de força são visíveis.
“Eles catam folhas secas e vagens de algaroba entre as pedras, mas nem todos
encontram. O destino de muitos tem sido a morte. E pra piorar, os açudes e barreiros que ainda não estão secos, não vão demorar a secar. Se não chover o mais breve
possível, muitos animais ainda vão morrer”, disse desolado o criador.
A cena, que nesse momento, é
comum na zona rural de São Rafael, abate o criador. “Tenho medo de ir abaixo
todo o esforço, e o que construímos em anos de trabalho duro. Só resta pedir a
Deus que mande chuva em janeiro para fazer “rama”. Os homens estão dizendo que
o inverno vai ser ruim, mas nossa esperança é em Deus”, diz ele.
Muitos criadores não têm condições
de comprar a ração do rebanho nos armazéns, o que os obriga a vender os
animais, na maioria dos casos pela metade do preço, e com prazos estendidos, de
até um ano, para receber o pagamento. Há também quem vende uma parte do gado para
garantir o sustendo do resto do rebanho.
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