SOB AMEAÇA DE IMPEACHMENT, STF DÁ SINAIS DE RECUO DIANTE DO BOLSONARISMO APÓS O PRIMEIRO TURNO

A primeira semana após o primeiro turno das eleições de 2026 foi marcada por uma sequência de decisões do Supremo Tribunal Federal favoráveis a investigados e condenados ligados ao bolsonarismo.

Os movimentos ocorreram em meio ao fortalecimento da direita no Senado e à crescente pressão pelo impeachment de ministros da Corte. A coincidência temporal levanta uma questão política: estaria o STF começando a recuar diante das ameaças?

Confira as principais decisões e movimentos registrados desde segunda-feira (5):

Débora do Batom: Alexandre de Moraes concedeu progressão ao regime semiaberto, mantendo o cumprimento domiciliar da pena.

Marcos do Val, Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio: Moraes determinou o arquivamento de investigação que envolvia os três, seguindo manifestação da PGR.

Alfredo Gaspar: Gilmar Mendes arquivou pedido de investigação contra o vice de Flávio Bolsonaro.

Rogério Marinho: Gilmar Mendes arquivou investigação por suspeita de caixa dois eleitoral na campanha de 2012, rejeitando o encaminhamento do caso à Justiça Eleitoral.

Flávio e Jair Bolsonaro: Moraes encaminhou à PGR o pedido de retomada das visitas de Flávio ao pai. A Procuradoria manifestou-se favoravelmente, mas não havia confirmação de nova autorização judicial até 10 de outubro.

Inquérito das fake news: Edson Fachin sinalizou a intenção de encerrar definitivamente o procedimento, após análise das pendências.

Rogério Marinho e Fachin: o presidente do STF recebeu o senador para discutir as tensões entre o Congresso e o Judiciário, incluindo a possibilidade de impeachment de ministros.

A sequência chama atenção pelo contexto político. Embora cada decisão tenha fundamentos jurídicos próprios, a concentração de medidas favoráveis a figuras do bolsonarismo alimenta a hipótese de uma mudança de postura institucional no STF.

O Potiguar

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