"GESTÃO DOS CUNHADOS" EM SÃO RAFAEL SEGUE SEM RUMO E SEM DIREÇÃO. MUITO BLÁ, BLÁ, BLÁ E POUCA AÇÃO

Há um perfil de gestão pública que, infelizmente, se repete em diversas cidades brasileiras, e em São Rafael/RN não é diferente. A “gestão dos cunhados”, que assumiu o mandato cercada de expectativas, fazendo promessas ambiciosas, está sempre pronta para explicar por que as coisas ainda não acontecem.

O problema é que, enquanto o discurso cresce, os resultados permanecem pequenos.

Passado o período natural de adaptação ao cargo, a população espera ações concretas. Espera ruas recuperadas, saúde funcionando, investimentos chegando, geração de empregos e obras que realmente transformem a cidade.

No entanto, a “gestão dos cunhados”, parece apostar mais na mídia do que na administração.

Outro comportamento comum da “gestão dos cunhados” é transformar a gestão anterior na justificativa para sua incompetência.

É evidente que uma gestão pode herdar dificuldades financeiras. Isso faz parte da realidade administrativa. Mas esse discurso tem prazo de validade. Quando foi eleita, a “gestão dos cunhados” recebeu justamente a missão de resolver os problemas, e não apenas apontá-los.

A população votou esperando soluções, capacidade de liderança e decisões firmes. Depois de anos de mandato, insistir em culpar os antecessores deixa de convencer. A verdade é que a “gestão dos cunhados” está sem comando, e acaba transmitindo insegurança.

Secretarias caminham sem direção, projetos atrasam, decisões são adiadas e a sensação é de uma administração que apenas reage aos acontecimentos, em vez de conduzi-los.

Em política, a população pode até ter paciência no início, mas dificilmente aceita desculpas durante quatro anos. O eleitor acompanha as promessas, observa as entregas e compara o discurso com a realidade.

Uma gestão não depende apenas de marketing ou de uma presença constante nas redes sociais. Ela é construída pela capacidade de entregar resultados visíveis, melhorar os serviços públicos e demonstrar liderança.

Nesses quase dois anos a “gestão dos cunhados”, tem justificado fracassos, prometendo que "agora vai" e olhando constantemente para o retrovisor. O eleitor, cada vez mais atento, sabe destinguir quem fala mais e faz menos.

Uma administração pública exige coragem para decidir, competência para executar e humildade para reconhecer erros. Justificativas podem explicar um problema por algum tempo, mas nunca substituem resultados.

No fim das contas, a história de uma gestão costuma ser escrita pelas melhorias percebidas pela população e pelo legado deixado para a cidade, e não pelo número de aparições na mídia ou pelas desculpas apresentadas ao longo do mandato.

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